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  • Ao olhar para o meu gato, veio a intuição dizer-me que o ser humano, ao perder contacto com a paz profunda da sua vida interior, iniciou um longo percurso que o levou a apurar a ideia de que pelos sentidos irá encontrar o prazer. Mas o prazer é efémero como a flor do campo e, para fazê-lo durar, pôs-se a lutar contra a natureza, pensando vencê-la e merecer a felicidade. Essa fome de lutar tem o   tamanho do universo e, ao perder-se nele, a sua mente em desenvolvimento caiu num caos que o levou a confundir evolução e destruição.
  • Não há nada que não tenha algo a ver com o todo, visto que tudo nasceu do nada (que se possa nomear).
  • Quem prova o fruto que colheu na árvore da sabedoria, sabe que não pode, ao mesmo tempo saboreá-lo e erguer o nariz do desejo para outro fruto; porque se assim fizesse, se engasgaria. Portanto, alimenta-te no presente e olha para o canteiro do passado enquanto recuperas as forças para futuras sementeiras.
  • Por aquilo que se vê no ocidente, parece próprio da natureza humana nunca encontrar satisfação com aquilo que se tem. No entanto, em relação à vida, se olhássemos bem, quando respondemos com uma gota de amor, que a vida nos dá em troca um oceano de compaixão.

Jaime Silva

 Introdução

Com a criação desta página pretende-se  divulgar, por intermédio da imagem e da ideia, princípios universais dinâmicos, impulsionados pelo desejo de cultivar a arte de viver. Por uma questão de respeito às tradições ancestrais da Índia, os termos e conceitos filosóficos, assim como os métodos e práticas aqui divulgadas, serão apresentados, não pela “índianização” da nossa cultura ocidental, mas sim, como instrumentos para realçar a riqueza da nossa própria cultura ocidental.

Sabendo que o yoga assenta na experiência directa, não será de admirar que a simbologia pela qual emanam as ideias, as emoções e sentimentos, seja a linguagem mais adequada para alcançar o conhecimento e cultivar os valores unificadores do potencial humano.

rodaA Roda do Dharma

Este símbolo da tradição indiana – um dos mais importantes da iconografia budista – irá representar os ensinamentos do Yoga de Leiria.

A roda do Dharma simboliza o movimento e o evolutivo de toda a realidade visível e invisível, física ou psíquica. Representa as forças e as leis do universo no seu aspecto macrocósmico e microcósmico. É o fundamento do conhecimento que sustenta a acção justa; a lei da perfeição; a dinâmica que leva à realização. No seu núcleo, em perfeito equilíbrio, encontram-se  as três tendências que deram origem ao universo: coesão, dispersão e actividade.

Quando representa o ciclo do Samsara, leis de causa e efeito, os oito raios são as oito vias da virtude. No eixo encontram-se as três causas de sofrimento: a serpente do ego, o porco da ignorância e o galo da luxúria.

Reflexões do mês
FACILITAÇÃO DE PASSAGEM

Quando Freud tenta representar o raparelho psíquico sobre modelo energético, supõe que as ”resistências se produzem nos pontos de contacto entre os neurónios: estes pontos de contacto, desempenham, portanto, o papel de «barreira». Ora alguns destes neurónios podem ser modificados pela passagem de uma energia nervosa: tornam-se, então, permeáveis, o que permite a aprendizagem e a memorização; este estado é a «facilitação» e a memória seguirá as vias traçadas pelas passagens facilitadas. Como não têm todas a mesma importância, algumas passa­gens serão mais simplificadas, portanto mais frequentes que outras. Esta teoria permite explicar porque é que a energia não se serve de uma via qualquer, mas é obrigada a conformar-se a caminhos estabelecidos pelas experiências anteriores.

Texto extraído do Dicionário do Inconsciente
Sobre a direção de Jacques Mousseau e Pierre-François Moreau

 Jaime Silva